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7 erros que destroem a sua imagem

Manon Rosenboom Alves, Consultora e Formadora Marca Pessoal & Imagem Profissional, escreveu sobre os erros de imagem no livro Como Chegar a Líder – 600 Conselhos de Carreira (Vindos de Quem Sabe).

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Quando concluímos os estudos, por norma ficamos com uma rica bagagem em termos de conhecimentos técnicos e métodos atualizados para aplicar na futura função. Apesar de estes conhecimentos serem a base para iniciar a atividade profissional, cada vez mais estudos provam como as soft skills, ou seja, a forma como nos relacionamos com os outros, a empatia que criamos com os colegas e demais, e a capacidade de persuadir e motivar as pessoas que trabalham connosco, são fatores de sucesso para evoluir na vida profissional. Muitos estabelecimentos de ensino já começaram com formação nessas áreas para, assim, preparar melhor os seus alunos para o mercado de trabalho. Porém, poucos têm ainda consciência da importância de dar ferramentas relacionadas com a otimização da imagem pessoal.

A imagem é uma ferramenta de comunicação muito forte. Através do corpo e visual transmitimos inúmeras mensagens. Formamos a nossa opinião sobre alguém em poucos segundos, sobretudo com base na sua linguagem não verbal, em que se inclui a sua imagem pessoal. Decidimos se podemos confiar nessa pessoa, se a achamos simpática ou distante, atraente ou feia. Conscientemente ou não, também tiramos conclusões sobre as suas qualidades profissionais. O trabalho de uma pessoa que se preocupa com o dress code adequado e pormenores como as unhas e cabelo causa uma sensação de ser alguém com mais qualidade do que uma pessoa que tem um visual mais caótico, que não tem cuidado em usar roupas que assentem bem ou que não trata do cabelo.

Há muitos erros que podem arruinar a sua imagem, alguns mais graves do que outros. Deixo aqui os que me parecem mais importantes.

1. Considerar que o vestuário não contribui para o sucesso

O que vestimos influencia fortemente a forma como as pessoas nos avaliam, especialmente num primeiro encontro, contribuindo para uma boa ou má primeira impressão que dura anos. Por outro lado, H. Adam e A. Galinsky provaram que as roupas podem influenciar como agimos, pensamos e sentimos, efeito a que deram o nome de enclothed cognition. Experiências à parte, penso que todos nós temos uma peça ou uma cor com a qual nos sentimos mais confiantes, mais bonitos ou mais capazes. Independentemente de transmitirem poder ou beleza, se acredita que é assim, use-a quando tiver um evento importante.

2. Seguir as tendências para estar bem vestido 

Vivemos na era do fast fashion, na qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados de forma rápida. Na moda vemos novas tendências e novas roupas nas lojas todos dias, ao contrário de há alguns anos quando as lojas recebiam duas a quatro vezes por ano as coleções novas. Não pensar naquilo que nos favorece em termos de cores, cortes e estilos faz perder a identidade e resulta em escolhas de peças que em vez de realçar a nossa beleza, ficam mal e são desconfortáveis. Pense nas partes bonitas do seu corpo e como pode destacá-las, disfarçando ao mesmo tempo zonas de que gosta menos.

Por outro lado, as roupas que escolhemos de forma consciente contam histórias sobre quem somos ou o que queremos atingir. São uma forma de deixar transparecer as nossas ambições. No fundo, fazem um storytelling ou, melhor, um tailortelling do que somos. Pense antes de se vestir se o seu conjunto está de acordo com as suas caraterísticas físicas, personalidade e objetivos que tem na vida.

3. Não respeitar o dress code da empresa 

Não há dúvida que a formalidade no vestuário está a mudar. Em pouco tempo cada vez mais pessoas trocaram o fato formal por peças mais descontraídas e confortáveis. Se, por um lado, é bom ter mais liberdade para escolher as roupas com as quais nos sentimos bem e que achamos confortáveis, por outro, esta tendência contribui para a proliferação de looks que nem sempre transmitem a imagem corporativa, ou seja, a imagem que a empresa quer deixar junto dos clientes e outros stakeholders.

Verifique em primeiro lugar se existem algumas orientações sobre o dress code na empresa. Se for a uma reunião ou entrevista, tente saber através de amigos, conhecidos ou do site da empresa o grau de formalidade que existe no vestuário. Não respeitar o dress code pode causar um choque na comunicação e mostrar falta de profissionalismo – se for demasiado casual, corre o risco de as pessoas não o levarem a sério. Se for mulher, tenha cuidado quando as temperaturas começam a subir, pois demasiada pele à mostra afeta a sua credibilidade e imagem profissional. E nunca, mas mesmo nunca, use um sutiã preto por baixo de uma blusa branca, um dos erros mais graves que uma mulher pode cometer relativamente ao seu visual!

4. Não ter cuidado com os pormenores 

Com as correrias diárias e pouco tempo para dedicar à imagem de manhã, é fácil esquecer de verificar se os finishing touches estão em conformidade. Não basta ter um fato de uma marca conceituada ou fazer unhas de gel. Verifique se não precisa de cortar o cabelo, se as unhas estão arranjadas, se aplica um pouco de maquilhagem, mas sem excesso e se os acessórios estão em bom estado. Muitas pessoas reparam primeiro nestes detalhes e são eles que mostram que também se preocupa com os detalhes no trabalho.

5. Pensar que a imagem só diz respeito ao visual  

Comprar roupas e acessórios bonitos e de acordo com o dress code da empresa não garante que está a transmitir a imagem que deseja. A imagem é muito mais do que aquilo que vestimos. É um conjunto de elementos que mostramos ao mundo e acontece presencialmente e online. A forma como tratamos os outros (a etiqueta), a linguagem corporal que usamos (temos uma postura positiva e confiante ou carregamos todo o peso do mundo nas costas) e a forma como nos divulgamos nas redes sociais dizem muito sobre nós. Relativamente à imagem online, lembre-se de que as pessoas, e também o seu futuro empregador, fazem pesquisas para descobrir informações sobre si. Verifique se a sua fotografia no Linkedin é de boa qualidade e transmite profissionalismo e credibilidade e tenha cuidado com tudo o que publica. Uma má reputação online pode prejudicar a sua carreira durante muitos anos.

6. Apostar na quantidade em vez da qualidade 

Nesta economia de fast fashion, é fácil cair na tentação de dar mais importância à quantidade do que à qualidade. Porém, peças baratas não transmitem a mesma imagem que peças de qualidade. O trabalho de uma pessoa com uma imagem de qualidade é associado a qualidade também e terá mais probablidade de ter sucesso nas reuniões e entrevistas. Peças de qualidade não precisam de ser peças de alta costura e no fundo não precisa de gastar mais dinheiro se comprar menos quantidade. Além de ser uma grande ajuda na escolha dos seus conjuntos para o dia (ao contrário do que pode pensar, quanto maior a variedade, mais difícil a escolha), devemos ter consciência do impacto tremendo que as roupas baratas e descartáveis têm na poluição das águas a nível mundial.

7. Ter uma autoimagem negativa 

A sua imagem é apenas um aspeto que o carateriza. Pode estar muito bem vestido, mas se não acredita em si e não se vê como alguém que é capaz de realizar os seus sonhos, uma imagem polida não vai ajudá-lo a chegar onde quer, pois as pessoas vão sempre aperceber-se, através da sua linguagem verbal e não verbal, do que realmente pensa e sente. Um visual bonito e bem cuidado afeta o bem-estar e autoconfiança de forma positiva, mas não é suficiente. Não pense só naquilo que pode correr mal na vida, não pense logo que não é capaz de fazer algo que nunca lhe foi pedido. Crescemos enquanto aprendemos e aprendemos enquanto erramos. Tornamo-nos naquilo que pensamos e sentimos, e pessoas confiantes criam um halo de sucesso.

Como Henry Ford dizia: “Se pensa que pode ou se não pensa que pode, de qualquer forma está certo.”

Fonte: Como Chegar Líder – 600 Conselhos de Carreira (Vindos de Quem Sabe), escrito por 62 especialistas e coordenado por Isabel Canha e Maria Serina. Compre-o aqui.

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Veja também a entrevista que demos no lançamento do livro, sobre a mudança da imagem profissional dos novos líderes!

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