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Marca pessoal: Branca de Neve ou Pipi das Meias altas?

Já pensou porque compra uma determinada marca? Quando pede uma cola pede uma Coca-Cola ou diz simplesmente que quer uma cola? E se tivesse que escolher entre ser Branca de neve ou Ken (o marido da Barbie) e Pipi das meias altas ou Homem Aranha, qual seria a sua escolha?

Preferimos determinadas marcas e personalidades porque temos uma ligação emocional com elas. Elas transmitem-nos valores que são importantes para nós como a confiança, coragem, sofisticação ou família. Com as pessoas acontece a mesma coisa e é uma das razões porque nos identificamos mais com determinadas pessoas. Os valores são idênticos, a comunicação é mais fácil e a empatia cria-se rapidamente.

Ter uma marca pessoal ajuda-o a ser visto de forma desejada e ajuda-o a distinguir-se dos outros, de forma positiva. Ajuda a ser notado junto das pessoas que são importantes para si. Quando sabe os seus pontos fortes e como potenciar os aspetos que o fazem diferente dos outros que têm a mesma profissão, está a fortalecer a sua marca pessoal. Os aspetos de personalidade, a forma como comunica, talentos, ‘hobbies’ ou experiências menos vulgares tornam-no ainda mais especial. No fundo, os conceitos não são muito diferentes do que os do marketing para as empresas, onde o sucesso de um produto também é resultado do fator diferenciador que este produto tem comparado com os seus concorrentes e pelo qual ficou conhecido. Trata-se aqui também do conteúdo, embalagem e modo de promoção.

Para construir a sua marca pessoal com sucesso, siga as dicas abaixo:

  1. Conheça-se a si próprio: Defina a sua missão, objetivos e identifique as suas paixões, os seus pontos fortes e analise o que deve melhorar para para chegar à marca que quer transmitir.
  2. Descubra o seu fator diferenciador: O que tem de diferente das outras pessoas: a forma como comunica, um lado aventureiro, experiências ou formação menos comuns?
  3. Analise a sua rede de contatos: A sua rede de contatos é o ponto de partida para divulgar a sua marca. As pessoas que já o conhecem são mais fáceis de atingir e podem ajudá-la/o a divulgar a sua pessoa, mas procure oportunidades de conhecer pessoas novas, pois assim aumenta as suas hipóteses para se promover.
  4. Faça um plano de comunicação e siga-o: avalie o que as pessoas podem encontrar sobre si nos diferentes canais de comunicação, nomeadamente nas redes sociais. A foto está atual e profissional, a descrição do que faz e a experiência estão atualizadas? Analise e corrija a informação disponível de forma a ficar atualizada e correta. Pode ser valioso para a sua carreira de escrever artigos, ser convidado para falar em conferências etc. Faça um plano e defina estes objetivos e como concretizá-los.
  5. Analise e ajuste a sua imagem: Verifique se a sua imagem está a transmitir quem realmente é e como quer ser visto. Pense no seu vestuário e nos pormenores, no seu cartão de visita e veja o que os outros dizem de si.
  6. Seja autêntico, não perfeito: O objetivo deste processo de construção da marca pessoal não é ser perfeito. Pelo contrário: mostrar o seu lado humano dá mais valor à sua marca e mostrar como tenta ultrapassar obstáculos pode ser uma inspiração para os outros. Tente sempre ser você mesmo, e tente sempre dar o seu melhor, e melhor que a vez anterior.
  7. Faça ‘Benchmarking’: A técnica do benchmarking ajuda-nos a identificar as pessoas que são exemplos para nós e com as quais podemos comparar-nos. Ao comparar não queremos copiá-las mas sim perceber porque têm sucesso e analisar o que podemos melhorar para aumentar o nosso sucesso também.
  8. Ciclo de vida de um produto: Como acontece com os produtos, depois da fase de introdução, segue-se a fase de crescimento, maturidade e declínio. Esteja sempre atento para saber em que fase está e nunca pense que está seguro e que não precisa de fazer mais nada. Fique atento com o que acontece à sua volta, no mundo, e pense em formas de como antecipar novas tendências por exemplo através de formação e conferências. Não é fácil, e não é um processo estático, mas certamente é muito interessante e enriquecedor!

Nota: artigo publicado na íntegra na Revista Human de Maio 2016

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